O mundo inimigoO cavalo mecânico arrebata o manequim pensativoque invade a sombra das casas no espaço elástico.Ao sinal do sonho a vida move direitinho as estátuasque retomam seu lugar na série do planeta.Os homens largam a ação na paisagem elementare invocam os pesadelos de mármore na beira do infinito.Os fantasmas vibram mensagens de outra luz nos olhos,expulsam o sol do espaço e se instalam no mundo.MENDES, Murilo. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.Os movimentos de vanguarda ocorridos no início do século XX influenciaram a literatura modernista brasileira, como se verifica nesse poema de Murilo Mendes, que remete aoa)Futurismo, pela exaltação da velocidade e da tecnologia e rejeição ao passado.b)Cubismo, pela fragmentação da realidade e utilização de linguagem rebuscada.c)Surrealismo, pela livre associação de ideias e ruptura com a lógica convencional.d)Expressionismo, pela distorção da realidade e valorização das emoções intensas.e)Dadaísmo, pela rejeição ao racionalismo e desintegração completa da linguagem.
Question
O mundo inimigoO cavalo mecânico arrebata o manequim pensativoque invade a sombra das casas no espaço elástico.Ao sinal do sonho a vida move direitinho as estátuasque retomam seu lugar na série do planeta.Os homens largam a ação na paisagem elementare invocam os pesadelos de mármore na beira do infinito.Os fantasmas vibram mensagens de outra luz nos olhos,expulsam o sol do espaço e se instalam no mundo.MENDES, Murilo. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.Os movimentos de vanguarda ocorridos no início do século XX influenciaram a literatura modernista brasileira, como se verifica nesse poema de Murilo Mendes, que remete aoa)Futurismo, pela exaltação da velocidade e da tecnologia e rejeição ao passado.b)Cubismo, pela fragmentação da realidade e utilização de linguagem rebuscada.c)Surrealismo, pela livre associação de ideias e ruptura com a lógica convencional.d)Expressionismo, pela distorção da realidade e valorização das emoções intensas.e)Dadaísmo, pela rejeição ao racionalismo e desintegração completa da linguagem.
Solution
O poema de Murilo Mendes remete ao Surrealismo, pela livre associação de ideias e ruptura com a lógica convencional.
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“Pouco tempo depois, eles próprios também começaram a ouvir de sua casa a voz dos grandes tratores que remexiam a terra. [...] Nunca tinham visto as enormes máquinas dos brancos que abrem estradas. Seu zumbido surdo, que não parava, soava para eles como o de seres maléficos devastando tudo em sua passagem. Agora podiam ouvi-lo noite e dia, sem descanso, e se perguntavam, aflitos: ‘Será que os brancos vão destruir a nossa casa também, rasgando a terra até nós?’” KOPENAWA; ALBERT, 2015, p. 307 De acordo com o trecho acima podemos afirmar que: a população indígena assistiu pacificamente à chegada do homem branco. a ideia de “progresso” contradiz os interesses da população indígena. o contato do homem branco com a população indígena, proporcionou acesso à industrialização. o trecho apresenta a ideia de que todos os povos precisam desenvolver práticas de extração de recursos naturais. o homem branco contribuiu para o desenvolvimento tecnológico nas terras e domínios da população indígena.
As explicações racionais do mundo elaboradas pelos pré-socráticos seguem o mesmo esquema ternário que estruturava as cosmogonias míticas na medida em que também propõem uma teoria da origem do mundo, do homem e da cidade.
QUESTÃO 27Uma esperançaAqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto.Houve um grito abafado de um de meus filhos:—Uma esperança! e na parede, bem em cima de sua cadeira! Emoção dele também que unia em uma só as duas esperanças, já tem idade para isso. Antes surpresa minha: esperança é coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim, sem ninguém saber, e não acima de minha cabeça numa parede. Pequeno rebuliço: mas era indubitável, lá estava ela, e mais magra e verde não poderia ser.—Ela quase não tem corpo, queixei-me.—Ela só tem alma, explicou meu filho e, como filhos são uma surpresa para nós, descobri com surpresa que ele falava das duas esperanças.Ela caminhava devagar sobre os fiapos das longas pernas, por entre os quadros da parede. Três vezes tentou renitente uma saída entre dois quadros, três vezes teve que retroceder caminho. Custava a aprender.—Ela é burrinha, comentou o menino.—Sei disso, respondi um pouco trágica.—Está agora procurando outro caminho, olhe, coitada, como ela hesita.—Sei, é assim mesmo.—Parece que esperança não tem olhos, mamãe, é guiada pelas antenas.—Sei, continuei mais infeliz ainda. [...].LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.Disponível em: https://claricelispector.blogspot.com/2008/07/uma-esperana.html. Acesso em: 17 mar. 2024.O trecho do conto de Clarice Lispector destaca uma característica peculiar da escrita dessa artista no âmbito da subjetividade, que éa presença de uma mulher como narradora personagem, pois o aspecto maternal é o que define o tema da narrativa.o hermetismo, já que esse fragmento apresenta simultaneamente elementos místicos, filosóficos e fantasiosos.a presença de animais, os quais são utilizados como instrumento para destacar o caráter intimista e introspectivo da narrativa.o cotidiano familiar, que aproxima o texto de uma crônica, dado o tema banal e a linguagem simples.a epifania, uma vez que a protagonista é surpreendida pela percepção do filho a respeito do que significa ter esperança.
Julgue a afirmativa a seguir: As falhas de mercado surgem quando os mecanismos de mercado, a saber, os preços, que não são regulados pelo Estado e são deixados livremente ao seu próprio funcionamento, dão origem a resultados econômicos não eficientes ou indesejáveis sob o ponto de vista social.Escolha uma opção:VerdadeiroFalso
[…] desde o começo da campanha contra o Paraguai, escravos e libertos foram alistados no Exército e na Marinha. “O alistamento desses indivíduos ocorria pela força, por doações, por substituições ou quando os escravos fugiam e se apresentavam como homens livres” (IZECKSOHN, 2011, p. 405). A impossibilidade de mensurar a quantidade de ex-escravos que fizeram parte do exército brasileiro na Guerra do Paraguai é causa da invisibilidade desse grupo étnico no teatro da guerra. Porém, a existência de indivíduos negros nas tropas de milícias, assim como na Marinha e também no próprio Exército, sempre foi uma realidade.MATHEUS, D. R. S. “Tem sangue retinto pisado, atrás do Herói emoldurado”: a participação dos escravizados na Guerra do Paraguai. 2019. Monografia (Graduação em Ciências Sociais) – Universidade de Taubaté, Taubaté, 2019. p. 44.Entre os fatores que justificam a presença de escravizados no Exército brasileiro durante a Guerra do Paraguai, podemos citara)a prática voluntária dos proprietários de escravizados de enviá-los aos combates em nome do país.b)o insucesso do decreto que instaurou os Voluntários da Pátria, que eram pessoas sem treinamento militar.c)a preocupação em alistar homens fortes, ainda que pouco acostumados com práticas de resistência em situações de combate.d)os bons resultados obtidos, na Guerra da Cisplatina (1825-1828), pelos grupos militares formados por negros.e)a abertura da cidadania a todos os homens maiores de 18 anos, independentemente da classe social.
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