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Questão 6: Dor torácicaA busca por atendimento nas unidades de emergência devido à dor torácica é frequente, sendo uma das principais razões de preocupação, principalmente do jovem médico, dadas as inúmeras causas dessa condição. Por isso, uma das principais formas de se lidar com esse problema é classificando primeiramente essa dor como anginosa, típica (de fonte cardíaca) ou não anginosa, não típica (de fonte não cardíaca), conforme a tabela, a seguir.  TÍPICA ATÍPICACARÁTER DA DOR ConstriçãoCompressãoQueimaçãoPontadasAgulhadasPiora ao respirarLOCALIZAÇÃO DA DOR Lado esquerdo do peitoRetroesternalOmbro esquerdoFace, dentesRegião epigástricaLado direito do peitoOmbro direitoFATORES DESENCADEANTES Exercício físicoEstresseFrioEm repousoInterpretação da tabela:·  Dor tipo A: definitivamente anginosa (presença das características típicas);·  Dor Tipo B: provavelmente anginosa (presença de 2 características típicas);·  Dor tipo C: provavelmente não anginosa (presença de 1 característica típica);·  Dor Tipo D: definitivamente não anginosa (nenhuma característica típica). Devemos pensar dessa forma, pois caso a dor do nosso paciente tenha provável fonte cardíaca, devemos priorizar esse paciente e realizar o ECG o mais rápido possível, pois a morte súbita por infarto agudo do miocárdio infelizmente ainda é uma das maiores causas de morte no mundo. Diante disso, imagine que você está no seu estágio e recebe 4 pacientes com dor no peito, cada um com um relato diferente:                        · Paciente A: homem, 58 anos, hipertenso, diabético, obeso e tabagista: “To sentindo uma dor danada no peito. Começou tem 2 dias, parece que um elefante tá com a pata em cima de mim. Não posso pegar na enxada para cuidar da roça que volta e parece que eu vou morrer. Até desmaiei de dor. E como se não bastasse parece que a dor anda para o pescoço, não aguento mais.” ·        Paciente B: mulher, 30 anos, sem comorbidades prévias:“Ai estudante, to me sentindo esquisita com uma dor no peito. Eu tinha acabado de comer uma coxinha com coca-cola na lanchonete e começou aqui uma queimação”·        Paciente C: homem, 16 anos, com diagnóstico prévio de transtorno de ansiedade generalizado:“O que aconteceu foi que eu estava em casa vendo um filme de terror deitado e aí eu acho que vi um vulto. Meu coração acelerou e começou uma uma dor parecendo uma pontada do lado direito do peito. Comecei a ter uns pensamentos ruins, foi horrível” ·        Paciente D: mulher, 67 anos, portadora de insuficiência cardíaca congestiva:“Meu filho eu estou com uma dor aqui estranha no peito. Parece que estão me apertando no lugar. Do nada dói o pescoço. É respirar e doer.” Diante disso, após o exame clínico, seu preceptor lhe pergunta em que ordem você irá atender os pacientes, enfatizando que o seu nível de prioridade pode salvar a vida deles ou não, e que você deve prestar atenção mais humanizada e ética a todos. O que você responderia?Alternativas A, D, B, CC, A, D, BB, C, A, DA, D, B, C.

Question

Questão 6: Dor torácicaA busca por atendimento nas unidades de emergência devido à dor torácica é frequente, sendo uma das principais razões de preocupação, principalmente do jovem médico, dadas as inúmeras causas dessa condição. Por isso, uma das principais formas de se lidar com esse problema é classificando primeiramente essa dor como anginosa, típica (de fonte cardíaca) ou não anginosa, não típica (de fonte não cardíaca), conforme a tabela, a seguir.  TÍPICA ATÍPICACARÁTER DA DOR ConstriçãoCompressãoQueimaçãoPontadasAgulhadasPiora ao respirarLOCALIZAÇÃO DA DOR Lado esquerdo do peitoRetroesternalOmbro esquerdoFace, dentesRegião epigástricaLado direito do peitoOmbro direitoFATORES DESENCADEANTES Exercício físicoEstresseFrioEm repousoInterpretação da tabela:·  Dor tipo A: definitivamente anginosa (presença das características típicas);·  Dor Tipo B: provavelmente anginosa (presença de 2 características típicas);·  Dor tipo C: provavelmente não anginosa (presença de 1 característica típica);·  Dor Tipo D: definitivamente não anginosa (nenhuma característica típica). Devemos pensar dessa forma, pois caso a dor do nosso paciente tenha provável fonte cardíaca, devemos priorizar esse paciente e realizar o ECG o mais rápido possível, pois a morte súbita por infarto agudo do miocárdio infelizmente ainda é uma das maiores causas de morte no mundo. Diante disso, imagine que você está no seu estágio e recebe 4 pacientes com dor no peito, cada um com um relato diferente:                        · Paciente A: homem, 58 anos, hipertenso, diabético, obeso e tabagista: “To sentindo uma dor danada no peito. Começou tem 2 dias, parece que um elefante tá com a pata em cima de mim. Não posso pegar na enxada para cuidar da roça que volta e parece que eu vou morrer. Até desmaiei de dor. E como se não bastasse parece que a dor anda para o pescoço, não aguento mais.” ·        Paciente B: mulher, 30 anos, sem comorbidades prévias:“Ai estudante, to me sentindo esquisita com uma dor no peito. Eu tinha acabado de comer uma coxinha com coca-cola na lanchonete e começou aqui uma queimação”·        Paciente C: homem, 16 anos, com diagnóstico prévio de transtorno de ansiedade generalizado:“O que aconteceu foi que eu estava em casa vendo um filme de terror deitado e aí eu acho que vi um vulto. Meu coração acelerou e começou uma uma dor parecendo uma pontada do lado direito do peito. Comecei a ter uns pensamentos ruins, foi horrível” ·        Paciente D: mulher, 67 anos, portadora de insuficiência cardíaca congestiva:“Meu filho eu estou com uma dor aqui estranha no peito. Parece que estão me apertando no lugar. Do nada dói o pescoço. É respirar e doer.” Diante disso, após o exame clínico, seu preceptor lhe pergunta em que ordem você irá atender os pacientes, enfatizando que o seu nível de prioridade pode salvar a vida deles ou não, e que você deve prestar atenção mais humanizada e ética a todos. O que você responderia?Alternativas A, D, B, CC, A, D, BB, C, A, DA, D, B, C.

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Solution

A ordem de atendimento deve ser A, D, B, C.

O Paciente A apresenta sintomas típicos de angina, além de possuir vários fatores de risco para doenças cardíacas, como hipertensão, diabetes, obesidade e tabagismo. Portanto, ele deve ser a maior prioridade.

A Paciente D, apesar de ser portadora de insuficiência cardíaca congestiva, descreve uma dor que parece ser anginosa, mas não menciona fatores desencadeantes típicos como exercício físico ou estresse. No entanto, devido à sua condição pré-existente, ela deve ser a segunda prioridade.

A Paciente B descreve uma dor que parece ser mais relacionada à indigestão (queimação após comer) do que à angina. Embora a dor torácica possa ser um sintoma de doenças cardíacas em mulheres, a falta de outros fatores de risco e a descrição da dor sugerem que é menos provável neste caso.

O Paciente C é o menos provável de estar sofrendo de uma condição cardíaca. Ele é jovem, tem um diagnóstico prévio de transtorno de ansiedade e descreve uma dor que é atípica e parece estar relacionada ao medo. Portanto, ele deve ser a última prioridade.

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